Schneider Electric, Fundação Amazonas Sustentável e Governo do Amazonas levam projeto de energia solar para comunidades ribeirinhas no Amazonas

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Reduzindo consumo à metade, projeto amplia fornecimento de energia elétrica de 4 para 24 horas por dia

 

                Atentas ao desenvolvimento sustentável, a Schneider Electric, especialista global em gestão de energia, em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Governo do Amazonas, Eletrobrás, Conin e Senai-AM levam energia elétrica por 24 horas, por meio de energia solar, para as populações ribeirinhas, localizadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, no Amazonas.

                A iniciativa piloto atende às comunidades do Tumbira e Santa Helena do Inglês, situadas dentro da reserva, acessível somente pelo Rio Negro a cerca de 1h30 de Manaus. O projeto, chamado VillaSmart aposta na energia solar, uma fonte limpa que pode chegar a lugares remotos, onde a rede elétrica convencional não alcança, ou sua implantação seria inviável, pois precisaria desmatar  grande quantidade de terra para esta instalação.

De acordo com Tânia Cosentino, presidente da Schneider Electric do Brasil, “O projeto levou em consideração a realidade do local e a necessidade do baixo custo de implantação para que pudesse ser replicado em outras comunidades pequenas, que representa a realidade da maioria da população ribeirinha”.

Antes da implementação do projeto, as comunidades tinham acesso à energia elétrica, por apenas 4 horas diárias. Para que as comunidades possam ser abastecidas com energia 24 horas por dia, a Schneider Electric instalou painéis que captam a luz solar e transformam em energia elétrica. O excedente é armazenado em baterias. Somente em períodos de chuvas, as comunidades usarão gerador, também redimensionado para consumir menos diesel.

Estima-se que o consumo de combustível nos períodos secos seja 80% menor, pois o gerador somente fica ligado em um curto espaço de tempo para carregar as baterias. Além da economia financeira dos moradores na produção de energia, outro benefício é o próprio desenvolvimento da comunidade. Isso é possível em decorrência do fornecimento permanente de eletricidade seja nas escolas locais, no armazenamento do pescado que é vendido em outras regiões, ou nas pequenas mercearias armazenarem seus produtos, evitando os custos com compra e transporte de gelo.

Após a instalação destes painéis, o projeto possibilitou que o custo para viabilização da eletricidade na região caísse pela metade e gerasse 6 vezes mais energia para a comunidade. O VillaSmart também ampliará a oferta de mão de obra na região, pois a instalação é concebida para ser instalada pelos próprios moradores, já capacitados para fazer este tipo de serviço.

A comunidade também criou um regimento de utilização da energia solar, com regras dos eletrodomésticos que podem ou não ser utilizados, e como devem ser usados, para que a população não precise restringir o uso de energia no decorrer do ano.

Após o período de testes do projeto piloto, o VillaSmart se tornou uma solução do portfólio da Schneider Electric para eletrificação de locais isolados com ou sem conexão à rede tradicional, já que não depende de licenciamento ambiental, reduz a queima de combustíveis fósseis e  pode ser facilmente transportada e instalada graças ao design da solução. No caso do Amazonas, a primeira turma de comunitários treinados garante a instalação da solução, gerando uma nova opção de renda local.

De acordo com Tânia, a solução acaba de ser instalada em outra comunidade no Egito, beneficiando mais de 50 famílias, uma escola e o comércio local.

                “Esse projeto é o primeiro passo para chegarmos a uma solução ideal para um problema histórico nas comunidades ribeirinhas do Amazonas: o fornecimento de energia nas áreas isoladas” afirma Virgilio Viana, superintendente da geral da Fundação Amazonas Sustentável.

O projeto faz parte do BipBop (Business, Innovation and People at the Base Of Pyramid), programa mundial de acesso à energia da Schneider Electric, dedicado a atuar em negócios, inovação e pessoas.

 

Sobre o BipBop: O programa tem o objetivo de desenvolver as pessoas da base da pirâmide social, seja oferecendo tecnologias renováveis em locais como África, Índia,Bangladesh e Brasil com o intuito de criar oportunidades de trabalho relacionadas à eletricidade. No Brasil, os esforços são no sentido  de oferecer educação voltada à qualificação de profissionais para o mercado da construção civil, especificamente na área elétrica com o foco na orientação para instalações seguras e confiáveis, já que 3,67% dos domicílios não tem acesso formal à eletricidade.

Nas comunidades ribeirinhas, os cursos são realizados no Barco Escola Samaúma do SENAI, que percorre os municípios amazônicos de fevereiro a dezembro. Entre as cidades assistidas estão Manicoré (AM) e Novo Aripuanã (AM), comunidades importantes para o Programa Bolsa Floresta –  iniciativa do governo do Amazonas por meio da Fundação Amazonas Sustentável para remunerar as famílias que preservam a floresta. O BIPBOP também capacita pessoas também em escolas fixas em todo o Brasil.

Para que o VillaSmart vença os desafios amazônicos, a Schneider Electric lidera uma parceria público-privada com autarquias estaduais, terceiro setor e outras empresas interessadas em investir em soluções renováveis de energia para as populações que vivem na floresta, como a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), o SENAI, a CONIN, a Secretaria de Estado ddo Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), o Centro Estadual de Unidade de Conservação (CEUC), o Centro Estadual de Mudanças Climáticas (CECLIMA) e a Eletrobras Amazonas Energia.