CISA recomenda programas de prevenção para evitar acidentes no trabalho devido ao consumo de álcool

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Com a proximidade do Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho, CISA esclarece os riscos do álcool para o trabalhador e enfatiza a importância da prevenção

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA, organização não governamental que se destaca como uma das principais fontes no país sobre o tema, alerta sobre os riscos e consequências das bebidas alcoólicas para a saúde do trabalhador, devido à proximidade do Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho, celebrado em 27 de julho.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência das Nações Unidas de informação, análise e orientação sobre o trabalho, revelam que de 20% a 25% dos acidentes de trabalho no mundo envolvem pessoas que estavam sob o efeito do álcool ou outras drogas. Além disso, os prejuízos por uso de álcool no ambiente de trabalho acarretam custos significativos para a economia do país.

De acordo com o Relatório Global sobre Álcool, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que no Brasil sejam consumidos cerca de 8,7 litros de álcool puro por pessoa, quantidade superior à média mundial. Em paralelo, os dados do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD), mostraram que 8% (7,4 milhões de pessoas) admitiram que o uso de álcool gerou efeito prejudicial no seu trabalho, enquanto 4,9% (4,6 milhões de pessoas) relataram já ter perdido o emprego devido ao consumo de bebidas alcoólicas.

Ao contrário do que muitos acreditam, mesmo em pequenas quantidades, o álcool pode causar prejuízos à performance, qualidade e segurança no trabalho, pois é uma substância depressora do Sistema Nervoso Central, e com potencial de gerar dificuldade no auto-controle sobre o consumo e dependência. Seus principais efeitos a curto prazo envolvem:

Prejuízo do julgamento e da crítica;
Prejuízo da percepção, memória e compreensão;
Diminuição da resposta sensitiva e retardo da resposta reativa;
Diminuição da acuidade visual e visão periférica;
Incoordenação sensitivo-motora, prejuízo do equilíbrio;
Sonolência;
Alterações do humor, não somente durante a intoxicação como em momento posterior.

Desta forma, interfere negativamente na rotina do empregado, estando associado a maior incidência de absenteísmo (faltas), atrasos, acidentes, atritos pessoais, queda no desempenho, entre outros prejuízos. A empresa também é prejudicada, com eventuais danos ao patrimônio, custos com demissões e rotatividade da mão de obra, licenças médicas, comprometimento da produtividade da empresa e outros.

Nesse sentido, vale enfatizar a importância da prevenção e os benefícios para o empregado e para a empresa. “Por meio de programas de prevenção, todos os lados são beneficiados. O trabalhador, por ter acesso a local de trabalho mais seguro e saudável, além de informações adequadas e ajuda de profissional especializado quando necessário. Já a empresa, poderá melhorar sua imagem atrelada à responsabilidade social, prevenir custos com saúde, além de aumentar a sensação de identificação do indivíduo com o trabalho, promovendo um ambiente propenso ao crescimento individual e coletivo”, afirma Dr. Arthur Guerra, Presidente Executivo da ONG.