CISA apresenta dados sobre a influência das bebidas alcoólicas para a hipertensão arterial

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Com a proximidade do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26/4, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA, organização não governamental que se destaca como uma das principais fontes no país sobre o tema, oferece dados sobre os possíveis efeitos entre o uso de bebidas alcoólicas e a hipertensão arterial.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 17 milhões de mortes por ano (um terço do total de mortes). Destas, 9,4 milhões são decorrentes de complicações associadas à hipertensão arterial.

Especificamente em relação a essa doença, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as mulheres (27%) são mais afetadas que os homens (21%) e merecem ainda mais atenção, já que na gestação e na menopausa possuem maior risco de sofrerem alterações na pressão arterial.

Outros fatores de risco associados à hipertensão são: alimentação pouco saudável, tabagismo, sedentarismo, diabetes, obesidade, entre outros. Já em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, estudos mostram que a substância pode tanto trazer prejuízos como benefícios associados à doença. Quando em excesso, o álcool pode acarretar no aumento da pressão, colesterol, triglicérides e peso. Por isso, é sempre recomendável que o indivíduo certifique-se com seu médico sobre a possibilidade de ingerir álcool, mesmo que em pequenas quantidades.

Vale ressaltar que a OMS não estabelece um nível considerado “seguro” para o consumo de bebidas alcoólicas. No entanto, para evitar prejuízos à saúde como um todo, a ingestão relacionada ao baixo risco de desenvolvimento de problemas é de até duas doses por dia para homens e uma dose por dia para mulheres. Homens não devem ultrapassar o consumo de três doses diárias e mulheres duas doses diárias, sendo que ambos os sexos não devem beber por pelo menos dois dias na semana.

Em alguns casos, o consumo do álcool é inaceitável, como, por exemplo, para menores de 18 anos, gestantes e pessoas em uso de medicamentos, cujos efeitos possam ser alterados pelo uso concomitante de bebidas alcoólicas.