Cinco passos para estabelecer o controle do Cloud Computing

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*Por Delmar Assis

 Recentemente, o CIO da Informatica Corporation, Tony Young, observou que, no que diz respeito a adotar aplicações baseadas em nuvem (SaaS), é necessário obter um modelo de governança e arquitetura para garantir que decisões apropriadas sejam tomadas.

Segundo a THINKstrategies, companhia de consultoria estratégica, em um artigo com foco no entitulado “Cloud Control”, em português, controle da nuvem, o uso não-controlado dos serviços neste meio pode custar mais do que quando se usa recursos melhor planejados. Por isso, abaixo estão cinco dicas que norteiam os departamentos de TI, para que eles não se envolvam na inevitável transição para a computação em nuvem. E sem que esta alternativa seja vista como um “bicho de sete cabeças”.

1. Desenvolvimento de uma estratégia de nuvem

Como em qualquer adaptação a uma nova tecnologia, primeiro é necessário determinar se o modelo de nuvem faz sentido para o seu negócio. É muito provável que seja, mesmo porque a nuvem oferece benefícios tangíveis de negócios e TI, como baixo custo de implementação e autosserviço, fatores que são simplesmente atraentes demais para se ignorar. Com a economia atual, garantir que o seu departamento de TI possa gerar valor ao negócio é o mais importante. Trata-se também de identificar e manter as suas principais competências. Será que entre elas está a gestão baseada em um Learning Management System (LMS) local ou há um jeito melhor de gerenciamento? Enfim, uma premissa importante de se pensar é que ou embarcamos no trem da computação em nuvem ou seremos atropelados por ele. Portanto, todos a bordo!

2. Estabelecimento da função de Arquiteto de Dados

Cada vez mais, departamentos de TI estão contando com um arquiteto de dados dedicado para ajudá-los com a sua estratégia geral de gerenciamento de informações. Alinhado à equipe corporativa de gerenciamento de dados, que é responsável pela armazenagem das informações e soluções de exploração de dados, o papel deste profissional é liderar uma estratégia de dados mais ampla, sem ter que responder diretamente às necessidades de entrega diárias ao negócio. O arquiteto de dados avalia todos os sistemas e, a partir disso, cria uma visão unificada para que a equipe de gerenciamento de dados possa executar as ações. O estabelecimento de padrões e governança de dados e o trabalho próximo ao centro de competências em integração (Integration Competency Center – ICC) são responsabilidades-chave deste profissional.

 3.  Definição de diretrizes claras e padrões para selecionar a solução de nuvem mais adequada

Muitas vezes, os grupos de negócios não conhecem ou não têm a especialização necessária para entender o que deve ser incluído em um contrato do ponto de vista de tecnologia. A terminologia sobre autorizações de acesso privilegiadas a dados e a retenção dos mesmos é vaga ou indefinida. Uma maneira pela qual a área de TI pode mostrar valor para o negócio é envolver-se na negociação de contratos de computação em nuvem junto aos fornecedores, especialmente porque os benefícios desta tecnologia (autosserviço, custos operacionais ante a despesas de capital, computação elástica etc) têm impacto nos resultados financeiros. Uma boa prática é o desenvolvimento, pela equipe de TI, de um questionário simples para fornecedores, definindo o que pode ser esperado a partir do ponto de vista da tecnologia. Por isso, é importante trabalhar com o jurídico para esboçar um conjunto padrão de perguntas antes de entrar em um acordo. Isso pode ajudar a proteger os ativos corporativos, evitando potenciais problemas que poderiam ter sido considerados nas discussões iniciais. Esta abordagem colaborativa é bem recebida pelos executivos das empresas, causando até mesmo uma surpresa.

4. Não começar do zero

Os times de TI têm conhecimento em conectividade e integração de dados, além de expertise em negociação. Eles sabem o que precisa estar presente para que uma aplicação ou plataforma esteja pronta para o uso dentro do ambiente corporativo. Portanto, conversar com seus colegas, elaborando checklists, é o ponto inicial para que não se comece um projeto do zero. No que diz respeito à nuvem, avalie as suas melhores práticas de gerenciamento de aplicações fazendo perguntas como: O que você espera em termos de tempo de envio dos dados para a nuvem e disponibilidade? E quando você precisa acessar seus dados? Eles precisam de backup, criptografia? Quais são as regras e permissões para o gerenciamento de contas?

 5. Não esperar para integrar

Para muitos departamentos de TI, a segurança na nuvem deixou de ser uma objeção e tornou-se uma série de perguntas como: Quem pode acessar seus dados na nuvem? Desenvolvedores, funcionários e administradores de sistema podem acessá-los? De onde eles podem ser acessados e quais são as opções que temos no mercado? No entanto, o que continua a impressionar é como a integração de dados, um tema consideravelmente importante, ainda é relegado a um estágio futuro no projeto ou planejamento geral.

As companhias querem uma nuvem, não um silo, certo? Porém, muitas nuvens estão se transformando em apenas mais um conjunto de silos, com os quais as empresas precisam lidar. Assim, assegurar-se de que está sendo desenvolvida uma estratégia de nuvem que reconheça a importância da integração de dados e da qualidade deles, desde o início, é essencial. Não fazer esta ação pode resultar em sistemas desconectados, com dados fragmentados e múltiplas versões da verdade. A integração de dados em Cloud Computing emerge como o acesso e a estrada para aplicações e plataformas em nuvem. Há uma grande variedade de abordagens e soluções disponíveis no mercado atualmente, portanto, a única questão que permanece é: O que você está esperando para embarcar?

 * Delmar Assis é arquiteto de soluções da  Informatica Corporation, fornecedora de soluções de software de integração de dados