10 dicas para otimizar a comunicação interna das empresas em tempos de coronavírus

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Um cenário novo e desafiador, em meio a uma crise global de saúde, pode gerar nervosismo ou ansiedade. Isso reflete no convívio diário, intensificado com o isolamento, e também pode atrapalhar a produtividade das empresas

Mas como evitar esses contratempos? Em muitos casos, a solução está na forma de se comunicar

Nesse sentido, é possível apoiar-se na comunicação não-violenta (CNV), um processo de comunicação criado pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg. 

Esse modo de se expressar, que prioriza o fortalecimento de laços e a continuidade de bons relacionamentos, trabalha com a premissa de que toda forma de comunicação humana tem por objetivo demonstrar necessidades universais. 

A comunicação não-violenta tem como base a aceitação da vulnerabilidade, uma das principais ferramentas para criar empatia, e trata ainda sobre como a mensagem é transmitida, além de focar em seu conteúdo propriamente dito.

Além de ser fundamental em tempos de crise, como a que vivemos com a pandemia, esse princípio pode ser essencial, também, para construir uma estratégia de comunicação interna mais assertiva e humana para sua empresa.

Pensando nisso, os especialistas da Planin selecionaram 10 princípios da comunicação não-violenta que devem fazer parte do seu trabalho de comunicação interna com funcionários e com colegas de trabalho. 

10 dicas para usar a comunicação não-violenta e otimizar a das organizações:

1. Ouvir: Em vez de deduzir possibilidades, ouça de modo real o que sua equipe tem a dizer, sem o ímpeto de responder em seguida. É preciso treinar nosso cérebro para não agir impulsivamente. A escuta verdadeira deve ser um exercício com todos os que nos relacionamos, sejam clientes, colegas de equipe e até mesmo familiares. 

2. Compreender: A comunicação clara é extremamente necessária. Quando duas pessoas discutem no trabalho, por exemplo, fica muito difícil escutar um lado que não seja o nosso. Por isso, tente perguntar novamente o que foi dito e dê uma pausa para respirar com calma e atenção, deixando o cérebro trabalhar para entender o que a outra pessoa está tentando dizer. 

3. Paciência: É importante respeitar o tempo do outro e o seu. Não é só porque você faria algo em cinco minutos que o outro deva fazer também. Seja claro e paciente. Procure fugir da ideia de que o seu tempo é o tempo do outro. A dica vale para líderes, colaboradores e também para o relacionamento com clientes. 

4. Empatia: Empatia tem relação com sentimentos, e não apenas de forma intelectual. Ou seja, você pode observar as necessidades e desafios de alguém, racionalmente, sem ser empático, sem se conectar com seus sentimentos (nesse caso, você está trabalhando a simpatia). Para a empatia, o exercício é ouvir e experimentar o que o outro sente por dentro. Um exemplo é colocar-se no lugar do cliente e tentar, assim, vivenciar suas necessidades e dores. 

5. Clareza: Seja verdadeiro e objetivo. Não espere que a outra pessoa entenda plenamente o que você está dizendo se você não consegue passar a sua mensagem com total clareza. Também é muito importante estar aberto e solícito, caso a outra pessoa não tenha entendido o que foi dito. A clareza é fundamental nas relações corporativas para evitar mal-entendidos. 

6. Sem negatividade: Procure deixar a negatividade de lado e pratique se comunicar de forma mais positiva. Sabemos que o ambiente corporativo e as relações de trabalho nem sempre são um “mar de rosas”. Entretanto, olhar as situações da melhor forma possível pode transformar a convivência e auxiliar no processo de resolução de inúmeras questões. 

7. Respeito: Para entender as necessidades das pessoas, precisamos respeitar sua forma de pensar, sentir e falar. Seres humanos são diferentes entre si e devem ser respeitados em sua individualidade. As relações de trabalho diversas são interessantes para o desenvolvimento dos negócios, uma vez que trazem pontos de vista distintos. 

8. Pedido não é exigência: É importante escolher as expressões certas ao pedirmos algo. Isso passa pelo item 6, já que muitas vezes não percebemos a violência em nosso discurso. É possível, por exemplo, solicitar algo aos colaboradores de maneira que eles façam com alegria. O mesmo pedido, se feito de forma rude, pode despertar a falta de vontade – e até mesmo a ira. 

9. Sem vitimismo: O ego provoca diversas armadilhas para o nosso bem-estar. Uma delas é se colocar como vítima sentimental. Para a comunicação não-violenta, assim como para diversas filosofias orientais, como o budismo, nós somos os únicos responsáveis pelos nossos sentimentos, independente de fatores externos.

10. Generosidade: Para a comunicação não-violenta, a generosidade – ou seja, a doação natural, sem interesses – é o estado natural do ser humano. Vale dizer que “doar” pode ser “doar o seu tempo” ou “doar seus ouvidos”, e não bens materiais. Por isso, ceder o lugar do “eu” para o “nós” torna as relações pessoais e profissionais muito mais fáceis.

Deseja saber como adotar a comunicação não-violenta na sua empresa para obter melhores resultados? Entre em contato com nossa equipe!

Equipe de marketing – marketing@planin.com